sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ladrão de beijos

Menina bonita
Que entorpece minha alma, que habita meus pensamentos
Que me faz sentir que estou vivo...
Pirando de ser apaixonado, sem saber dar nome para os sentimentos
Chorando por estar longe, mas feliz por fazer parte de sua vida

Menina bonita
Que permeia minhas entranhas mais escondidas
Que me faz tremer vacilante sem saber pra onde ir, ou o que fazer
Feitço feito num pacto de sangue
Sangue que passa por todos meus neurôneos, deixando-os
Apaixonados um por um

Nem todas palavras que eu poça escrever
São capazes de exprimir a confusão que nos metemos
Não sei quase nada do que acontece com vc
Uma hora tão apixonada, noutra apenas com um discurso racional
Em outros momentos feliz, mas depois quase chorando

Espero, que do meu pranto, toda dor e o espanto
Que poderiamos sentir
Vase pelas fissuras do meu eu
E da lagoa de minhas lágrimas
Possamos velejar sem rumo e sem nenhum tipo de questionamento
Sem se preocupar onde moro ou com quem...
E das rugas franzidas da minha testa, só se veja as dunas do seu corpo nu
Onde o barulho enloquecedor das minha lamentáveis lágrimas
Soem como uma obra de stravinsky
E da harmonia dessa confusão
Possa me fazer nascer

Vir ao mundo uma nova vida....
Vida de paz, paz de espírito
Paz nos pensamentos
Nascer e poder se debulhar em pranto torrencial sem que isso faça mal pra mais ninguém
Nascer todos os dias, assim como o Sol
Que nos ilumina e nos nutri
E dia após dia me faz um pouco mais apaixonado

Quantos deuses, quantas vidas, quantos sonhos
Tudo ocilando de forma caótica
Dentro das cabeças de nós dois
Ela com todas as suas confusões
Eu com o martírio de ser quem sou....
Talvez nunca conseguiremos estabilizar esse complexo sistema
Sistema de amor, paixão, razão, medo e delírio
Muitas variáveis disconexas pra uma mente tão mediocre como a minha

Não sei se minha leitura está certa, ou se os fatos seguem algum padrão que não conheço
Não, não sei de mais nada.....
Estou incapacitado de fazer qualquer tipo de análise
É como um véu que passa em fente aos meus olhos
E só me vem a imagem de uma certa silueta
E tudo mais fica turvo
E me faz assim...à flor da pele
Ladrão de beijos.

Apenas palavras

Palavras... São muito voláteis...
O que importa não são as palavras...
São as idéias que estão por trás
No caso... As vontades e sentidos
Palavras... Palavras ao léu...
Afinal, uma ação vale mais que mil palavras...
Quando te vi... Na verdade quase não houve palavras...
Mas mesmo que houvesse... Por trás daquele abraço...
Por trás daqueles olhos...
Foi lá que eu vi você de verdade, não pelo que foi dito...
E sim, pelo e como foi feito...
Feito sem dor, sem pudor...
No meio daquele povo... A multidão se apagou...
Passou-se sei lá quanto tempo... O toque, o carinho...
Parecia que o mundo girava ao nosso redor...
Mas não era o mundo... Éramos nós...
Nós no meio de um mundo de gente
Gente... Que nos serviu de escudo e atração...

E as palavras...
As palavras... Aos poucos começaram a ter sentido novamente
E de novo, voláteis, inúteis...
Assim como aquela frase...
“Agora vou embora...”

Naquele dia não queria ter ouvidos, só olhos...
Um mundo, dois corpos, muitas palavras...
Mas as palavras que nos separam, também são as que nos unem...
Voláteis...

As palavras... Sempre com muitos sentidos... Sentido que,
Minha vida teve aquele dia que te vi, te agarrei, te beijei...
E só aí, pude sorrir...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

1st Idiot's Digital Census

IDC - Idiot's Digital Census http://tinyurl.com/2cya3tj

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Saramago e Eu

Um certo dia, não me lembro bem quando, mas certamente no ano de 2000.... um certo autor, ex-professor de filosofia, português, chamado de Eduardo Lourenço, foi lançar um livro no anfi-teatro da história, lá na USP.... As orelhas do livro tinham sido escritas por, nada mais, nada menos, que José Saramago, que pra minha surpresa estava lá pessoalmente para palestrar sobre o livro, "mitologia da saudade".... E atrás dele uma legião de fãs, alunos e todo mundo que queriam tirar uma "casquinha do Saramago".. Eu, apenas estava lá... ouvi dizer... o Saramago está ali.... Logo fui correndo ver um dos, ou senão o maior escritor que ja ali... No meio daquela palestra, percebi que tinham alguns exemplares do livro no balcão e que quando o Saramago se referia ao livro, ele o pegava em punho.... Foi ai que tracei minha estratégia... quando as palestras terminaram... as pessoas naturalmente fizeram fila para comprar o volume e pegar um autógrafo... Não tinha dinheiro, mas entrei na fila assim mesmo... As pessoas iam passando olhavam para o Prof. Eduardo Lourenço, passavam quase reto, e iam dar uma beijo no Saramago. Que estava lá claramente para fazer promoção para a editora. E eu naquela fila... o único sem livro na mão.... Quando chegou a minha vez... sem pestanejar.... peguei um dos livros que estavam ali no balcão, procurei pegar o que o Saramago mostrava para as pessoas no seu discurso, olhei para os dois (Saramago e Lourenço), e disse - "Isto é um assalto!!!, sou aluno de filosofia, não tenho dinheiro e esse livro é meu." é bem verdade que eu queria uma dedicatória mas não tive coragem de pedir... no fim... Saramago me olhou nos olhos, e disse: "pode levar meu filho, você eu gostaria que me assaltasse sempre!!!"